Canto de Pintassilgo

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O pintassilgo é uma ave passeriforme da família Fringillidae.

É conhecido também como pintassilgo-mineiro, pintassilgo-de-cabeça-preta e pintassilva. O pintassilgo não pode ser confundido com o pintagol, que é uma ave híbrida mistura de canário com pintassilgo.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) spinos = ave mencionada por Aristófanes, Dionísio, Hesíquio, e outros escritores antigos, mas não identificada; e de magellanica = referente ao estreito de Magalhães na patagônia. ⇒ Pássaro do estreito de Magalhães.

Características

Mede 11 centímetros de comprimento.
Esta pequena ave granívora é uma ave bastante conhecida, já que se trata de uma espécie de relativamente fácil identificação. A sua máscara preta, presente apenas nos machos, bem como as manchas amarelas nas asas, fazem do pintassilgo uma ave bastante colorida e com um padrão facilmente reconhecível, mesmo em voo. As fêmeas têm a cabeça e lado inferior oliváceos. Os jovens machos com poucos meses já apresentam pintas pretas na cabeça. Durante a primavera, pode ser observado cantando no alto de árvores, antenas, postes e telhados. No inverno agrega-se frequentemente em bandos de dimensões consideráveis, que podem juntar centenas de aves. Além de seu canto característico, pousado ou em voo, imitao canto de outras aves.

Tem um gorjear fino bastante variado, em andamento rapidíssimo; estrofes longas intercalando imitações de outras aves. Canta também em voo.

Subespécies

12 subespécies são atualmente reconhecidas, sendo que algumas são bastante semelhantes entre si, dificultando o reconhecimento no campo.

  • Spinus magellanica alleni: Conhecido como pintassilgo-goianinho em São Paulo. Mede 10 centímetros de comprimento e apresenta a cor amarela do peito mais forte; habita no sul do Piauí, Tocantins, Goiás e norte do Mato Grosso, além de partes da Bolívia e Paraguai.
  • Spinus magellanica icterica: Também conhecido como pintassilgo-comum, pintassilgo-catingueiro, pintassilgo-mateiro, pintassilgo-pinheirinho. Mede mais ou me­nos 11,8 centímetros de comprimento, apresentando a cabeça e até a metade do pescoço totalmente preto, tendo como cor predomi­nante em seu corpo o amarelo-esverdeado; habita desde o sul da Bahia, todo o sudeste do Brasil, incluindo Minas Gerais, ao sul até o Rio Grande do Sul.
  • Spinus magellanica magellanica: No Uruguai e Argentina, até a Patagônia. Parecido com o icterica, mas é bem mais esverdeado e maior. Cloaca inteiramente branca.
  • Spinus magellanica longirostris: Roraima, Venezuela e Guianas. Parecido em tamanho com o alleni, sendo que o bico é bem mais alongado e fino e o amarelo não é tão forte.
  • Spinus magellanica capitalis: Habita o Peru, Colômbia e Equador. O macho dessa subespécie possui o terço superior do peito e costas escurecidos, “manchados” de negro;
  • Spinus magellanica urubambensis: Habita Chile e Peru, mais comum no Chile. O S. magellanica urubambensis é a subespécie mais verde e com as partes negras mais escuras. Nas partes brancas das outras subespécies, possui uma cor acinzentada.
  • Spinus magellanica boliviana: Centro-sul da Bolívia. Destaca-se pelo fato de o macho possuir uma máscara negra que se estende até o peito e começo do abdômen e ser de grande tamanho.
  • Spinus magellanica paula : Costa do Pacífico do Equador e Peru. Parecido com peruana, mas menor e de bico mais fino.
  • Spinus magellanica peruana : Centro do Peru. Parecido com paula, mas é maior, mais verde nas partes superiores e amarelo mais pálido na garupa.
  • Spinus magellanica sanctaecrucis : Bolívia central e oriental. Similar ao boliviana, mas um pouco menor e com as penas do queixo e dorso enegrecidas no centro com as margens verde-oliva claro. Assim como o boliviana, o negro do capuz é bastante extenso e pode ir até quase o final do abdômen.
  • Spinus magellanica tucumana : Argentina de Jujui a Mendoza e na Serra de Córdoba. Semelhante a boliviana, mas um pouco menor, o negro do capuz se estende apenas até o queixo e pescoço, partes superiores uniformemente verdes com poucas listras escuras. Partes inferiores pálidas e flancos embranquecidos.
  • Spinus magellanica hoyi : Andes centrais na Argentina (província de Jujui). Semelhante ao boliviana, mas menos amarelo na cauda e sem branco nos flancos e o capuz negro dos machos é bem separado do peito.

Alimentação

Alimenta-se de sementes, principalmente sementes de flores e pequenos frutos secos, de revestimento duro.

Reprodução

Nidifica tanto nas copas das araucárias mais altas como em cafeeiros. A fêmea constrói o ninho em forma de pequena tigela, com raízes finas, sem revestimento ou forrado de penas e crinas, na forquilha de árvores ou de arbustos, a pouca altura do solo (3 a 4 metros). Os ovos são brancos, com pouco azul-celeste, às vezes com algumas pintas pardas e medem cerca de 16 por 12 milímetros. A incubação também é tarefa da fêmea, podendo o macho alimentá-la durante este período. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 5 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias e atingem a maturidade sexual aos 10 meses.

Hábitos

Vive em mata secundária aberta, árvores em plantações e quintais, pinhais e cerrados. Essa ave canora tornou-se um pássaro raro, devido principalmente à intensa perseguição do comércio clandestino de aves silvestres.

Distribuição Geográfica

Ocorre em praticamente em todo o Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.

Baixar canto de pintassilgo

Para baixar o canto de pintassilgo basta clicar com botão esquerdo do mouse em cima da imagem, aguarde ate o botão de download aparecer e clique para baixar.

Pintassilgo Canto Mateiro
Pintassilgo Canto Mateiro
Pintassilgo Pinheiro Canto Metálico
Pintassilgo Pinheiro Canto Metálico
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