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BICUDO CANTO CLÁSSICO ALTA MOGIANA

Bicudo (Sporophila maximiliani)

Também conhecido como bicudo-do-norte (SP), bicudo-preto e bicudo-verdadeiro, o bicudo (Sporophila maximiliani) é uma ave passeriforme da família Thraupidae.
Habita pastos alagados, veredas com arbustos, bordas de capões de mata, brejos, beiras de rios e lagos, aparentemente em locais próximos à água, principalmente onde haja o capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum) ou a tiririca (Cyperus rotundus) seus alimentos básicos na natureza. Aprecia ainda o arroz, o que colabora muito para o seu desaparecimento, vitimado por agrotóxicos. Devido a apreciação de seu canto para torneios, é alvo de traficantes de animais, o que faz seu status de preservação ser CR(Crítico) de acordo com o IBAMA.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) sporos = semente, sementes; e phila, philos = amigo, aquele que gosta de, afeiçoado; e de maximiliani = homenagem ao Príncipe Maximilian zu Wied (1782–1867), explorador no Brasil no período de (1815–1817). ⇒ (Ave) que gosta de sementes de Maximilian.

Características

Mede entre 14,5 e 16,5 centímetros de comprimento (Jaramillo, 2014). Quando adultos os machos apresentam coloração preta, com uma mancha branca na parte externa das asas. A parte inferior das asas apresenta nuances de branco. Seu bico é branco ou manchado na maioria dos bicudos. As fêmeas e os filhotes apresentam coloração parda, em tons de castanho.
Seu canto lembra o som de uma flauta. Quanto ao canto e a cor do bico, ocorrem variações regionais e individuais.
Os jovens machos começam a adquirir a plumagem de adulto por volta dos 12 meses de idade.

Subespécies

Possui duas subespécies:

    • Sporophila maximiliani maximiliani (Cabanis, 1851) – ocorre (ou ocorria) no centro e leste do Brasil (Norte de Goiás, Minas Gerais, Centro sul do Piauí e Bahia e ao sul para o Mato Grosso e Norte de São Paulo). Criticamente ameaçado.
  • Sporophila maximiliani magnirostris (Phelps Sr & Phelps, Jr, 1950) – ocorre no leste da Venezuela (Sudoeste de Sucre e ao sul até o Delta do Amacuro e Norte do Estado de Bolívar ao longo da margem sul do Rio Orinoco), Oeste da Guiana e leste da Guiana Francesa até o Norte do Brasil (Amapá e Norte do Pará). Bico cerca de 20% maior que maximiliani. Asas e cauda ligeiramente maiores que maximiliani.

Alimentação

Granívoro, aprecia principalmente as sementes de capim-navalha (Hypolytrum pungens), navalha-de-macaco (Hypolytrum schraerianum) e tiririca (Cyperus rotundus).

Reprodução

ninho é bem cuidado e fechado,internamente revestido de raízes delicadas.
As posturas são de 2 a 3 ovos e o período de incubação variando de 13 a 15 dias. A estação reprodutiva vai de outubro a março e um casal pode tirar até três ninhadas no período.

Hábitos

É uma espécie rara. Vive em pares bastante espalhados. Prefere regiões de clima quente, com temperatura acima de 25°.
Durante a maior parte do ano são encontrados aos casais. Territorialista por essência, demarca para si uma área circular com cerca de cem metros de raio, que defende contra todos os intrusos. As disputas por território e pela simpatia das fêmeas apresentam forma de desafio de canto, dificilmente chegando à agressão física. Ao cantar, toma postura ereta, com o peito empinado e a cauda abaixada, destacando sua valentia e disposição para disputas territoriais. Seu canto, sempre melódico e complexo, é uma bonita sequência de notas trinadas e trêmulas, e varia de ave para ave.

Distribuição Geográfica

Presente no Amapá, leste e sudeste do Pará, Maranhão e Rondônia e, localmente, no Nordeste e Centro-oeste do País, de Alagoas ao Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, estendendo-se para oeste até Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso. Encontrado localmente também da Nicarágua ao Panamá e em todos os demais países amazônicos, com exceção do Suriname.

Fonte: https://www.wikiaves.com.br

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